sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eleições americanas e energia limpa

a dos Estados Unidos da América (EUA) continua a ser a mais importante decisão política global, devido ao fato de que não há nenhuma instância global legítima que poderia apresentar temas latentes de desenvolvimento sustentável, como a mudança climática.
 Com um breve olhar nas propostas dos candidatos, duas coisas tornam-se imediatamente aparentes:
§  Nenhum deles apresentou planos que seriam apenas suficientes para os desafios atuais;
§  Há diferenças enormes na forma como Barack Obama e Mitt Romney se aproximam de questões relevantes sobre sustentabilidade.

Energia:
Ambos os candidatos prometem independência energética, ainda que por meios diferentes. Mitt Romney quer promover a energia doméstica, com base em fontes fósseis, como petróleo, gás e carvão, eliminando a regulamentação e aprovando projetos polêmicos como o oleoduto Keystone XL Alasca. Nenhuma palavra foi encontrada em seu programa sobre fontes renováveis​​, embora o candidato tenha mudado de opinião nos debates, ligeiramente citando um “e também as energias renováveis”.
Obama deixa claro em seu programa que irá desenvolver a indústria de petróleo e gás, bem como a “energia limpa feita nos Estados Unidos”, ou seja, solar e eólica. Quando Obama fala sobre energia, ele usa a palavra “futuro” e com isso cita, indiretamente, a temática da mudança climática. Surpreendentemente há um detalhe mais notável, Obama incluiu uma das demandas centrais deste ano do Rio +20 em seu programa: O fim dos subsídios às companhias petrolíferas.
 Romney e Obama perdem uma oportunidade real de abrir caminho para a inovação de baixo carbono e tornar os EUA mais apto para lidar com a competição global por tecnologia e energia limpa e renovável. Quem entende a economia verde tem boas oportunidades para desempenhar um papel significativo no século 21, ou, como Nicholas Stern colocou: “O setor de baixo carbono é única história de crescimento de credibilidade nas próximas décadas”.
Lembrando que os Estados Unidos um dos maiores emissão de gases carbono na atmosfera tem que fazer algo contra isso o único formula para isso e energia limpa, tecnologia o estados unidos possuem, economicamente o país esta em crise e ainda gasta muito dinheiro com a guerra, mas como Nicholas Stern diz e a única maneira de conseguir credibilidade nas próximas décadas.

Fonte:http://12titulosjuntos.wordpress.com/

Energia Limpa e as Eleições Americanas

Com as eleições para presidência dos E.U.A acontecendo , várias propostas na área de Energia Limpa foram colocadas por parte dos candidatos , confira abaixo uma lista que preparamos com as principais.




ENERGIA LIMPA
Romney - É contra gastos públicos com empresas de energia limpa, mas defende pesquisas e desenvolvimento pra promover inovações energéticas. Citou nesta semana a falência da empresa de energia solar Solyndra, que havia tido apoio governamental, como prova do fracasso do governo em fazer apostas corretas nesse campo.

Obama - Inclui no pacote de estímulo econômico de 2009 uma verba de 90 bilhões de dólares para projetos energéticos como os de energia solar e eólica, eficiência energética, um trem de alta velocidade e melhorias na rede elétrica. Defende os 16 bilhões de dólares dados pelo governo em garantias creditícias para 26 projetos de energia limpa, por causa da escassez de financiamento privado e da concorrência da China. Apoia a renovação de um crédito tributário de 20 anos para a energia eólica.

INDEPENDÊNCIA ENERGÉTICA
Romney - Promete tornar a América do Norte independente em termos energéticos até 2020, ampliando a prospecção de gás e petróleo, autorizando mais supervisão estatal sobre projetos energéticos, desburocratizando o setor e cooperando com Canadá e México. Também promete aprovar o oleoduto Keystone XL, e é contra as novas regras do governo Obama para a eficiência veicular no uso de combustíveis, que ele considera "extremas".

Obama - Deseja reduzir pela metade até 2020 todas as importações de petróleo do país. Para isso, apoia a produção de mais combustíveis fósseis. Sua estratégia energética do tipo "todas as alternativas anteriores" promove a prospecção de petróleo, mas inclui também incentivos às energias nuclear, solar e eólica. Seu governo adotou regras de eficiência no uso de combustíveis com o objetivo de reduzir o consumo de petróleo dos EUA em mais de 2 milhões de barris por dia até 2025.

PROSPECÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO
Romney - Apoia a ampliação da prospecção em alto-mar para além do plano quinquenal de Obama. Abriria áreas nas costas da Virgínia e das Carolinas do Sul e Norte para a exploração de gás e petróleo. Transferiria aos governos estaduais a supervisão sobre a produção energética em terra, incluindo a extração de gás e petróleo de xisto.

Obama - Salienta que a produção de petróleo aumentou ano após ano desde a sua posse, atingindo o maior nível em 17 anos no começo de outubro. A maioria desse crescimento, no entanto, ocorre em terras particulares, sobre as quais o governo federal tem pouco controle. Obama também apoia o método do "fraturamento hidráulico" para a exploração de gás, embora durante o seu mandato a Agência de Proteção Ambiental (EPA) tenha começado a regulamentar esse setor.

AGÊNCIA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL
Romney - Costuma criticar a EPA durante a campanha eleitoral, argumentando que a regulamentação ambiental "excessiva" atrapalha o crescimento econômico do país. Ele enfatiza seu apoio ao carvão e promete eliminar regulamentos "anticarbono". Quer também que a EPA leve em conta os custos dos regulamentos que impõe, e promete dar às empresas do setor energético mais prazo para se adequar a novas regras.

Obama - Após o arquivamento da lei climática no Senado, em 2010, o seu governo propôs pela primeira vez no país, por intermédio da EPA, regras para limitar emissões de gases do efeito estufa em usinas energéticas. As regras climáticas para refinarias foram adiadas.
A EPA também baixou regras sobre as emissões tóxicas das usinas de carvão, muitas das quais já estavam sendo preparadas antes de Obama se tornar presidente. Algumas usinas a carvão mais antigas foram obrigadas a fechar, em parte por causa do custo para a modernização exigida nos regulamentos, mas também por causa dos preços baixos do gás natural.

KEYSTONE XL
Romney - Prometeu aprovar a construção do oleoduto Canadá-Texas nos primeiros dias do seu mandato, a fim de criar empregos e reduzir a dependência do país em relação às importações petrolíferas da Venezuela e Oriente Médio. Ele também deseja estabelecer um trâmite expresso para a aprovação de processos relativos a outros oleodutos internacionais.

Obama - Adiou o oleoduto citando preocupações ambientais em Nebraska, mas apoiou a construção do seu trecho sul. Não disse se, num eventual segundo mandato, aprovará a construção integral. O governo continua avaliando riscos ambientais, como vazamentos e emissões de carbono das areias betuminosas.

Fonte :http://noticias.br.msn.com/especial/eleicoes-eua/story.aspx?cp-documentid=254345782

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil precisa diversificar fontes de financiamento, aponta estudo.

   Um relatório que analisou a capacidade de fomentar o crescimento da geração de energia renovável em 26 países da América Latina e Caribe classificou o Brasil como líder da região. Mas, ao mesmo tempo, sinalizou que o País poderia diversificar mais suas fontes de financiamento e políticas de fomento para melhorar o desempenho no setor.
   O Climascópio 2012, lançado oficialmente nesta terça-feira (19), durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), atribuiu ao País a pontuação global de 2,64, dentro de uma escala de 0 a 5. A pontuação máxima representa o melhor ambiente para investimentos. O Brasil teve a melhor presença em termos de uma matriz energética limpa e diversificada, com capacidade de atrair investimentos.
   No entanto, conforme o estudo, o Brasil perde alguns pontos no parâmetro que analisa o ambiente de investimentos e financiamentos. Isso porque o cálculo do desempenho é feito considerando o valor do total investido em relação ao tamanho da economia (PIB), o que faz com que o Brasil não tenha sido o líder em alguns aspectos, quando considerados os aportes nos últimos cinco anos. 
A chefe para América Latina da Bloomberg New Energy Finance, Gabriela da Rocha, analisa que, enquanto a maioria dos financiamentos no Brasil são feitos via BNDES, outras nações conseguem receber ajuda significativa de governos estrangeiros e financiadores internacionais.
   “Na hora de fazer um panorama de qual são as outras fontes de investimento, o Brasil fica um pouco para atrás”, admite Gabriela. Mas ela acrescenta que nenhum dos países analisados agrega “investimentos locais para projetos locais”, coisa que o Brasil consegue fazer por conta do próprio BNDES.
  De acordo com a analista, as pontuações alcançadas no estudo indicam um ótimo desempenho do Brasil, mas, ao mesmo tempo, demonstram que ainda existem amplas oportunidades de melhoria das condições para atração de investimentos ao País. Até porque o Brasil teve leve redução de desempenho nos indicadores que examinam a quota de energia renovável em relação à capacidade instalada e à geração.
   De acordo com estimativas do Climascópio 2012, o Brasil agregou projetos focados em energia limpa no valor de cerca de US$70 bilhões entre 2006 e 2011, com destaque aos biocombustíveis e usinas eólicas, que absorveram uma boa fatia destes aportes. O documento calcula que, em termos absolutos, o Brasil possui uma capacidade instalada de 13,9 GW em energia limpa - aproximadamente 3GW a mais do que o resto dos outros países da América Latina e do Caribe juntos.

Microcrédito

   Brasil e México estão entre os países que mais ofertaram empréstimos para microempresas e pessoas físicas investirem em projetos de eficiência energética. Mas, de acordo com a chefe da Bloomberg, esse cenário pode melhorar mais.
   “Quisemos saber quem ofertava esse tipo de produto”, explica Gabriela, ao calcular que das 36 instituições de microfinanças que operam no Brasil, nove oferecem microcrédito. “São projetos importantes que ajudam estas empresas a diminuírem seus custos”, opina.